O processo de construção deste excelso exemplo de cartografia de luxo parece dever mais às regras da pintura e, concretamente, da iluminura, que da cartografia prática. Sobre Fernão Vaz Dourado (c.1520-c.1580) existem poucos e inseguros dados, embora todos os seus trabalhos obedeçam a um tipo inconfundível, parece que Vaz Dourado tinha um Atlas protótipo, cuja parte meramente cartográfica foi aproveitando para todos os outros, mas acrescentando-os e modificando-os conforme os novos conhecimentos geográficos adquiridos ou o fim a que os destinava.
A difusão das imagens de Vaz Dourado fez-se sentir com alguma rapidez na cartografia impressa do Norte da Europa, como é o caso da inserta na obra de Linschoten ou a difundida nas edições da obra de Ortelius.