Mapa-múndi Catalão

Biblioteca Estense, Modena




Data: c. 1450
Tamanho: ± 113cm de diâmetro
Primeiro e único mapa-múndi circular da escola catalã-maiorquina
Volume de estudos (218 pp.) por Ernesto Milano (Biblioteca Estense Universitaria de Módena), Joan Veny (Universidad de Barcelona) e Annalisa Battini (Biblioteca Estense Universitaria de Módena)
«Primeira edição, única e irrepetível, limitada a 987 exemplares, numerados e autenticados com um certificado notarial»


Data: c. 1450
Tamanho: ± 113cm de diâmetro
Primeiro e único mapa-múndi circular da escola catalã-maiorquina
Volume de estudos (218 pp.) por Ernesto Milano (Biblioteca Estense Universitaria de Módena), Joan Veny (Universidad de Barcelona) e Annalisa Battini (Biblioteca Estense Universitaria de Módena)
«Primeira edição, única e irrepetível, limitada a 987 exemplares, numerados e autenticados com um certificado notarial»


Iluminuras
Mapa-múndi Catalão
Biblioteca Estense, Modena




Livro de estudo

Mapa-múndi Catalão Biblioteca Estense, Modena


Formato: 305 x 568 mm
Páginas: 216
Ilustrações: 289
Língua: espanhol ou catalão
ISBN: 978-84-88526-22-9

CONTEÚDO:

Vicisitudes históricas y fortuna iconográfica

Exploraciones geográficas, teorías cosmográficas y cartografía desde los orígenes hasta mediados del siglo XV

Cartografía italiana y catalana desde mediados del siglo XIV hasta mediados del siglo XV

El Mapamundi Catalán.

Descripción externa

El Mapamundi Catalán.

Descripción cartográfica

Conclusiones
Ernesto Milano
(Director de la Biblioteca Estense Universitaria de Módena)

Asedio dialectológico a la lengua
Joan Veny (catedrático emérito de la Universidad de Barcelona)

Transcripción del texto original
Annalisa Battini (Bibliotecaria de la Biblioteca Estense Universitaria de Módena)






Descrição

Mapa-múndi Catalão Biblioteca Estense, Modena


No século XIV, a zona da Catalunha-Valência-Maiorca floresceu como centro comercial e cultural, onde elementos árabes e judaicos misturavam-se com a cultura Cristã. Estão conservados numerosos mapas realizados nesta escola cartográfica, entre eles o Mapa-múndi Catalão, que possuem as características de um portulano: as linhas loxodrómicas e as bandeiras e escudos que identificam reinos e cidades; porém está claro que este mapa não foi criado para ser utilizado na navegação. Pode ser considerado um paradigma da técnica do desenhista, extensões lógicas da sua visão para além do Mediterrâneo, nos limites do mundo conhecido. O desenhista anónimo do Mapa-múndi Catalão fez uma combinação de fontes literárias de algumas regiões do mundo com dados empíricos da região mediterrânica, que era a que melhor conhecia. Deste modo, podemos ver detalhes das narrações de Marco Paulo, já conhecidas dois séculos antes, no traçado descritivo da China, e dados das recentes explorações portuguesas em Cabo Verde, navegado pela primeira vez por Dias em 1444. O elemento religioso também está presente neste mapa, não apenas por sua forma circular, mas também pelo desenho do Paraíso, representado na África ocidental e não na Ásia, como era habitual.

A característica geográfica mais curiosa é a forma da África: no limite do Golfo da Guiné, um rio ou estreito liga o Oceano Atlântico com o Índico e uma grande massa terrestre surge para completar a base do mapa. Não aparece nenhum nome de lugar e não está claro se trata-se de uma parte da África ou de outro continente. Estilisticamente, a característica mais destacável da escola catalã é a série de retratos dos senhores do deserto nas suas tendas: alguns são sultões reais, outras personagens lendários. São os primeiros mapas europeus que reconhecem e plasmam a presença do poder islâmico no Mediterrâneo.

O interesse deste mapa recai sobre a sua incerta e eclética identidade: de forma circular, com alguns motivos religiosos e lendários, assim como certas influências árabes, conserva o rigor dos portulanos. Não há nenhum título, nenhuma dedicatória, nenhuma nota que forneça alguma pista que nos indique para que uso ele estava destinado. Um mapa de tal complexidade apresenta várias incógnitas sobre o nível de realismo a que o desenhista aspirava. Cabe se perguntar em que medida os seus contemporâneos acreditavam literalmente naquilo que viam desenhado. Parece incrível, por exemplo, que marinheiros profissionais acreditassem que existia esta grande zona uniforme no sul da África. Ou que os cientistas do Novo Humanismo acreditassem na existência de reis com fisionomia de cães. Ou que os teólogos tivessem aceito que o paraíso, que deixou de figurar na Ásia após as viagens de Marco Paulo, podia então localizar-se na Etiópia. É difícil de aceitar que acreditaram que mais além das portas da Europa, as leis de Deus e na natureza perdiam o seu poder e qualquer coisa era possível. É mais lógico pensar que este mapa apresenta diferentes níveis de representação.



We use private and third party cookies to improve our services by analyzing your browsing habits. If you continue to browse, we consider that you accept its use. Learn more x