Grandes Horas de Ana da Bretanha

Calendário: Junho, f. 9


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Grandes Horas de Ana de Bretanha desvendam-nos um calendário espectacular que supõe toda uma inovação por parte do seu criador. O mestre Bourdichon pintou miniaturas de página inteira também para representar as actividades dos doze meses do ano, sobre as quais introduz um quadro com o texto que reúne as festividades de cada mês. Deve-se ter em conta que Jean Bourdichon era essencialmente pintor, um pintor a quem encarregavam quadros, além da iluminação de manuscritos. Este procedimento parece que não foi utilizado nos livros de horas franceses anteriores a Bourdichon, excepto em dois códices.
Durante o mês de Junho, os camponeses ceifavam o feno com enormes gadanhas para o armazenar e disporem de forragem para alimentar o gado durante o Inverno. A ceifa do feno marca o início dos trabalhos de Verão. É um tema de origem clássica, que já aparece no Arco de Marte em Reims, e que será retomado em plena Idade Média, como mostra o Martirológio de Wandalbert.
Sobre o quadro de texto, Bourdichon situa a representação do signo zodiacal do mês: a Junho corresponde o caranguejo, o signo de câncer.
 

Grandes Horas de Ana da Bretanha Calendário: Junho, f. 9

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Calendário: Junho, f. 9

Grandes Horas de Ana de Bretanha desvendam-nos um calendário espectacular que supõe toda uma inovação por parte do seu criador. O mestre Bourdichon pintou miniaturas de página inteira também para representar as actividades dos doze meses do ano, sobre as quais introduz um quadro com o texto que reúne as festividades de cada mês. Deve-se ter em conta que Jean Bourdichon era essencialmente pintor, um pintor a quem encarregavam quadros, além da iluminação de manuscritos. Este procedimento parece que não foi utilizado nos livros de horas franceses anteriores a Bourdichon, excepto em dois códices.
Durante o mês de Junho, os camponeses ceifavam o feno com enormes gadanhas para o armazenar e disporem de forragem para alimentar o gado durante o Inverno. A ceifa do feno marca o início dos trabalhos de Verão. É um tema de origem clássica, que já aparece no Arco de Marte em Reims, e que será retomado em plena Idade Média, como mostra o Martirológio de Wandalbert.
Sobre o quadro de texto, Bourdichon situa a representação do signo zodiacal do mês: a Junho corresponde o caranguejo, o signo de câncer.
 

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